Beach Tennis: estudo epidemiológico

DOI: 10.1080/00913847.2019.1650307
IG LINK: @physioupdate


#BeachTennis é um esporte relativamente novo. Foi introduzido no Brasil ao final dos anos 90. Apesar do número considerável de praticantes e da sua crescente popularidade, até o presente momento, não havia estudos epidemiológicos envolvendo essa modalidade.
Sabemos que o conhecimento relacionado a incidência e/ou prevalência de lesões esportivas é importante para direcionar o foco na avaliação e implementação de estratégias preventivas. Compreender sobre a epidemiologia de esportes de raquete no geral (tênis, tênis de mesa, beach tennis, squash, frescobol, etc.) nos dá um direcionamento sobre lesões, mas não permite transladar totalmente as informações, especialmente em esportes indoor x beach, que se diferenciam em movimentos/gestos, fases de jogo e recursos específicos do esporte. Portanto, ter o conhecimento epidemiológico da modalidade é importante, sobretudo para profissionais que estão em contato direto c/ a mesma (ex.: técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas do esporte).

No estudo retrospectivo acima, realizado com 206 jogadores recreacionais e de elite, foi identificado 178 lesões em 92 atletas (44,7%; 1,81 lesões/1000 horas de jogo; 23,8% foram lesões agudas e 30,6%, lesões crônicas). O ombro (tendinopatias) e o cotovelo (epicondilopatia lateral) foram as regiões mais acometidas com lesões por overuse, enquanto lesões musculares na coxa e entorses (hálux e tornozelo) foram as lesões agudas mais presentes. Houve um menor n° de lesões em atletas de elite x recreacionais (1,71 vs 2,04 lesões/1000 hs de jogo - recreacionais apresentaram mais lesões crônicas). Os autores justificaram essas diferenças pela possível irregularidade nas cargas de treinamento (frequência, intensidade) entre os jogadores recreacionais, o que poderia ser menos graduais e contínuas do que os atletas de elite.

Embora o estudo apresente limitações, principalmente por ser um estudo retrospectivo (viés de memória dos atletas, subestimação de possíveis lesões, definições de lesões, etc.), os dados encontrados direcionam (em parte) àqueles que trabalham com essa modalidade e desejam incluir futuras abordagens preventivas. Lembrando que a avaliação individual é essencial!⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Comentários

Postagens mais visitadas

Protocolo POLICE x PRICE

Treinar CrossFit ® é seguro?

O teste de WINDLASS é bastante preciso para diagnosticar fascite plantar