Precisamos de uma abordagem dos sistemas complexos na dor lombar?


Normalmente sempre começo e termino meus cursos dizendo o quanto entendo que é promissora a perspectiva dos sistemas dinâmicos/complexos para o profissional que trabalha com o movimento. O mais interessante é observar como o ambiente clínico, de treinamento e acadêmico vem aceitando essa perspectiva nos últimos anos.
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A abordagem dos sistemas dinâmicos não é uma metodologia, é uma forma de análise não-linear que se opõe a perspectiva reducionista vigente na área clínica e de treinamento. Um raciocínio reducionista busca reduzir um sistema em suas partes e tentar explicar o todo a partir da observação de uma de suas partes isoladamente (exemplo: "hiperlordose causa dor lombar" é uma interpretação reducionista).
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Dentro desse contexto, é mais interessante ainda ver como autores como Hodges, McQuade, Reeves, Cholewicki e outros, que durante os anos 2000 publicaram estudos com um forte viés reducionista, hoje começam a discutir como aplicar conceitos de sistemas dinâmicos para explicar fenômenos como dor lombar, risco de lesão e movimento humano.
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Nesse mês de junho, Cholewicki et al publicaram um estudo questionando o fato de que a dor lombar é estudada usando uma abordagem reducionista, na qual os fatores que contribuem para a apresentação clínica da dor são estudados isoladamente para identificar a patologia ou condição primária ligada à lombalgia. Eles argumentam que o reducionismo pode não ser adequado para o estudo da lombalgia, considerando a natureza complexa e multifatorial dessa condição.
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Dentro de uma modelagem populacional desenvolvida para o estudo, concluiu-se que quantos mais fatores de risco para dor lombar uma pessoa tiver, a probabilidade de classifica-la para um subgrupo com base em um único fator tende a zero.
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Um tratamento multifatorial que aborde arbitrariamente quaisquer 2 ou mais fatores pode ser mais eficaz do que diagnosticar e tratar um único fator que contribua para a dor lombar.

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