Medir apenas a distância do salto, mesmo usando a perna saudável como referência, é insuficiente para avaliar completamente a função do joelho após a RCLA.
DOI: 10.1136/bjsports-2018-099918
IG LINK: @physioupdate
“Mas isso é claro, não? Afinal, não é apenas um único teste que é utilizado como critério de retorno ao #esporte (RTS), conforme estabelecido nas diretrizes de recomendações para a prática clínica. Além disso, hop tests têm o objetivo primário de investigar quantidade de movimento e não qualidade. Portanto, possivelmente essas alterações relatadas seriam quase certas...”.
⠀
📍Concordo! Mas se é um teste de RTS (considerado historicamente um dos principais) por que clinicamente (tto. individualizado) só analisamos nesse teste a distância alcançada no critério de RTS? A qualidade do movimento não importa? Independentemente da proposta do teste ser apenas o alcance da distância (em números e simetrias), porque não investir em pesquisas que utilizem os dois parâmetros (quantidade e qualidade) como pontos de corte nos hop tests?
⠀
📍Até o momento, o que sabemos ainda é pouco sobre a complexidade que envolve o RTS após a RLCA. Existe uma necessidade urgente de desenvolver critérios efetivos, dado o risco significativo de uma segunda lesão do #LCA após a reconstrução. Uma recente revisão sistemática e metanálise (Losciale et al. JOSPT, 2019) buscou identificar a associação entre passar nos critérios de RTS e o risco de uma segunda lesão do LCA. Entre os principais resultados, foi observado que 42,7% (IC 95% 18-69%) dos pacientes cumpriram os critérios e, 14,4% (IC 95%: 8-21%) dos que passaram, sofreram uma segunda lesão do LCA (seja do enxerto ou lesão contralateral). Além de baixa qualidade de evidências, cumprir os critérios de RTS reduziu o risco de nova lesão em apenas 3% (3%?). Outro estudo (Webster e Hewett, Sports Medicine, 2019) investigou quais as evidências e a validade dos testes de RTS após a RLCA. Com base em resultados conflitantes, a aprovação dos critérios de RTS reduziu o risco de ruptura subsequente do enxerto em 60%, porém, aumentou o risco de ruptura do LCA contralateral em 235%. Ou seja, passar por uma bateria de testes não alterou o risco de lesões subsequentes do LCA. Esses achados destacam a necessidade de considerar o resultado e a reabilitação de ambos os joelhos, já que, para o atleta, qualquer lesão adicional no LCA é devastadora!
IG LINK: @physioupdate
“Mas isso é claro, não? Afinal, não é apenas um único teste que é utilizado como critério de retorno ao #esporte (RTS), conforme estabelecido nas diretrizes de recomendações para a prática clínica. Além disso, hop tests têm o objetivo primário de investigar quantidade de movimento e não qualidade. Portanto, possivelmente essas alterações relatadas seriam quase certas...”.
⠀
📍Concordo! Mas se é um teste de RTS (considerado historicamente um dos principais) por que clinicamente (tto. individualizado) só analisamos nesse teste a distância alcançada no critério de RTS? A qualidade do movimento não importa? Independentemente da proposta do teste ser apenas o alcance da distância (em números e simetrias), porque não investir em pesquisas que utilizem os dois parâmetros (quantidade e qualidade) como pontos de corte nos hop tests?
⠀
📍Até o momento, o que sabemos ainda é pouco sobre a complexidade que envolve o RTS após a RLCA. Existe uma necessidade urgente de desenvolver critérios efetivos, dado o risco significativo de uma segunda lesão do #LCA após a reconstrução. Uma recente revisão sistemática e metanálise (Losciale et al. JOSPT, 2019) buscou identificar a associação entre passar nos critérios de RTS e o risco de uma segunda lesão do LCA. Entre os principais resultados, foi observado que 42,7% (IC 95% 18-69%) dos pacientes cumpriram os critérios e, 14,4% (IC 95%: 8-21%) dos que passaram, sofreram uma segunda lesão do LCA (seja do enxerto ou lesão contralateral). Além de baixa qualidade de evidências, cumprir os critérios de RTS reduziu o risco de nova lesão em apenas 3% (3%?). Outro estudo (Webster e Hewett, Sports Medicine, 2019) investigou quais as evidências e a validade dos testes de RTS após a RLCA. Com base em resultados conflitantes, a aprovação dos critérios de RTS reduziu o risco de ruptura subsequente do enxerto em 60%, porém, aumentou o risco de ruptura do LCA contralateral em 235%. Ou seja, passar por uma bateria de testes não alterou o risco de lesões subsequentes do LCA. Esses achados destacam a necessidade de considerar o resultado e a reabilitação de ambos os joelhos, já que, para o atleta, qualquer lesão adicional no LCA é devastadora!
Comentários
Postar um comentário