Avaliar e corrigir a discinesia escapular é fundamental?
DOI: 10.1007/s10067-012-2093-2
IG LINK: @resgatedomovimento
São muitas as evidências que questionam a existência e a avaliação da discinesia escapular como um parâmetro confiável para desenvolvermos um programa de reabilitação do ombro. E para complicar, parece que tentativas de corrigir a discinesia escapular pode ser um tanto quanto irrelevantes para a melhora de sintomas clínicos do ombro.
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McClure et al.(2004) encontraram que pacientes com síndrome do impacto e suposta discinesia escapular (medida com equipamento tridimensional de sensor de movimento) tiveram melhorias significativas em sua dor e função após um programa de exercícios de 6 semanas. A discinesia, no entanto, não mudou.
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Resultados semelhantes foram demonstrados em um estudo mais recente de Struyf et al (2013) que melhorias na dor e na função, após a reabilitação também não foram acompanhadas por alterações na discinesia escapular.
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Alguns autores sugerem que pacientes com síndrome do impacto possuem alterações na cinemática escapular em comparação com indivíduos assintomáticos. Entretanto, isso não é suficiente para estabelecer uma relação causa efeito. Apesar de existirem explicações teóricas para o mecanismo da lesão a partir da alteração estrutural, não é possível concluir se a discinesia causa a dor ou se ela é uma adaptação da dor, ou simplesmente uma coincidência. Afinal, muitos indivíduos com discinesia nunca desenvolveram sintomas no ombro. E pode ser que nunca desenvolverão.
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As alterações na cinemática escapular não parecem ser um mecanismo pré-requisito à melhoria dos sintomas e função do ombro. Nesses dois estudos, dois protocolos diferentes tiveram resultados semelhantes sem modificar a posição escapular.
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E por que isso acontece?
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Muitos fatores podem ajudar a explicar, mas ainda não há um consenso também. Provavelmente é a interação de muitos fatores como exposição gradual, aumento de confiança, aumento da tolerância dos tecidos, aumento de variabilidade motora e etc, interagindo de uma maneira complexa e dinâmica.
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IG LINK: @resgatedomovimento
São muitas as evidências que questionam a existência e a avaliação da discinesia escapular como um parâmetro confiável para desenvolvermos um programa de reabilitação do ombro. E para complicar, parece que tentativas de corrigir a discinesia escapular pode ser um tanto quanto irrelevantes para a melhora de sintomas clínicos do ombro.
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McClure et al.(2004) encontraram que pacientes com síndrome do impacto e suposta discinesia escapular (medida com equipamento tridimensional de sensor de movimento) tiveram melhorias significativas em sua dor e função após um programa de exercícios de 6 semanas. A discinesia, no entanto, não mudou.
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Resultados semelhantes foram demonstrados em um estudo mais recente de Struyf et al (2013) que melhorias na dor e na função, após a reabilitação também não foram acompanhadas por alterações na discinesia escapular.
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Alguns autores sugerem que pacientes com síndrome do impacto possuem alterações na cinemática escapular em comparação com indivíduos assintomáticos. Entretanto, isso não é suficiente para estabelecer uma relação causa efeito. Apesar de existirem explicações teóricas para o mecanismo da lesão a partir da alteração estrutural, não é possível concluir se a discinesia causa a dor ou se ela é uma adaptação da dor, ou simplesmente uma coincidência. Afinal, muitos indivíduos com discinesia nunca desenvolveram sintomas no ombro. E pode ser que nunca desenvolverão.
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As alterações na cinemática escapular não parecem ser um mecanismo pré-requisito à melhoria dos sintomas e função do ombro. Nesses dois estudos, dois protocolos diferentes tiveram resultados semelhantes sem modificar a posição escapular.
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E por que isso acontece?
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Muitos fatores podem ajudar a explicar, mas ainda não há um consenso também. Provavelmente é a interação de muitos fatores como exposição gradual, aumento de confiança, aumento da tolerância dos tecidos, aumento de variabilidade motora e etc, interagindo de uma maneira complexa e dinâmica.
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