Há um subgrupo de pacientes que pode ser mais beneficiado pelo exercício com restrição de fluxo sanguíneo?
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O exercício com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) consiste em induzir uma hipóxia muscular. Essa hipóxia é geralmente promovida por um cuff aplicado proximalmente no membro exercitado e insuflado numa pressão adequada para limitar a irrigação arterial e bloquear o retorno venoso. O objetivo da RFS é elevar o estresse metabólico para estimular cascatas celulares e moleculares que favorecem o aumento da força muscular. ⠀
▪️Estudos desenvolvidos com jovens e idosos saudáveis apontaram que o exercício de baixa intensidade (carga entre 20 a 30% de 1RM) com RFS aumentaria a força de forma semelhante ao exercício convencional (sem RFS) de alta intensidade. Porém, recentes revisões sistemáticas (Hughes 2017; Centner 2019) mostraram que o exercício de baixa intensidade com RFS não é superior ao exercício de alta intensidade sem RFS, tendo efeito superior na força somente quando comparado ao exercício de baixa intensidade sem RFS.
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▪️Então a RFS não é eficaz para aumentar a força? Na verdade, se raciocinarmos bem, vamos perceber que pacientes com dor, limitações na amplitude de movimento e inibições musculares podem não suportar exercícios de alta intensidade. Portanto, a RFS seria mais indicada para um subgrupo de pacientes incapazes de suportar altas cargas.
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▪️De fato, Giles (2017) verificaram que um subgrupo de pacientes com maior dor patelofemoral teve ganho de força superior após treino de baixa intensidade com RFS em comparação ao treino de alta intensidade sem RFS. Isso se explica porque os pacientes com maior dor não suportavam a carga prescrita (70% -1RM) no grupo de alta intensidade. Houve, então, uma redução da carga e, esses pacientes acabaram utilizando carga moderada/leve sem RFS. Já os pacientes do grupo RFS suportaram a carga prescrita (30% -1RM) e foram beneficiados com adição dos estímulos gerados pela hipóxia.
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▪️Podemos assim concluir que a RFS tem um bom suporte científico e realmente pode melhorar a força de um subgrupo de pacientes com maiores déficits neuromusculares. Porém, se for possível trabalhar com cargas elevadas, a RFS parece não ser necessária.
Créditos do texto: @msccerqueira
O exercício com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) consiste em induzir uma hipóxia muscular. Essa hipóxia é geralmente promovida por um cuff aplicado proximalmente no membro exercitado e insuflado numa pressão adequada para limitar a irrigação arterial e bloquear o retorno venoso. O objetivo da RFS é elevar o estresse metabólico para estimular cascatas celulares e moleculares que favorecem o aumento da força muscular. ⠀
▪️Estudos desenvolvidos com jovens e idosos saudáveis apontaram que o exercício de baixa intensidade (carga entre 20 a 30% de 1RM) com RFS aumentaria a força de forma semelhante ao exercício convencional (sem RFS) de alta intensidade. Porém, recentes revisões sistemáticas (Hughes 2017; Centner 2019) mostraram que o exercício de baixa intensidade com RFS não é superior ao exercício de alta intensidade sem RFS, tendo efeito superior na força somente quando comparado ao exercício de baixa intensidade sem RFS.
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▪️Então a RFS não é eficaz para aumentar a força? Na verdade, se raciocinarmos bem, vamos perceber que pacientes com dor, limitações na amplitude de movimento e inibições musculares podem não suportar exercícios de alta intensidade. Portanto, a RFS seria mais indicada para um subgrupo de pacientes incapazes de suportar altas cargas.
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▪️De fato, Giles (2017) verificaram que um subgrupo de pacientes com maior dor patelofemoral teve ganho de força superior após treino de baixa intensidade com RFS em comparação ao treino de alta intensidade sem RFS. Isso se explica porque os pacientes com maior dor não suportavam a carga prescrita (70% -1RM) no grupo de alta intensidade. Houve, então, uma redução da carga e, esses pacientes acabaram utilizando carga moderada/leve sem RFS. Já os pacientes do grupo RFS suportaram a carga prescrita (30% -1RM) e foram beneficiados com adição dos estímulos gerados pela hipóxia.
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▪️Podemos assim concluir que a RFS tem um bom suporte científico e realmente pode melhorar a força de um subgrupo de pacientes com maiores déficits neuromusculares. Porém, se for possível trabalhar com cargas elevadas, a RFS parece não ser necessária.
Créditos do texto: @msccerqueira
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