Mensurando a carga articular do joelho em diferentes exercícios funcionais

DOI: 10.2519/jospt.2018.7459
IG LINK: @physioupdate

⏺️A progressão gradual da carga articular é um elemento chave na reabilitação. Acredita-se que exercícios com suporte de peso corporal (SPC) induz forças compressivas na articulação do joelho, o que favorece a uma maior estabilidade articular e redução do estresse ligamentar. Do contrário, acredita-se que exercícios que não utilizam do SPC, induz a uma menor propriocepção e ativação muscular sinérgica, expondo o joelho a maiores forças de cisalhamento. Durante a reabilitação pós-cirúrgica, seja após um reparo cartilaginoso ou uma lesão do LCA, é importante minimizar essas forças de contato e de cisalhamento, uma vez que as mesmas poderão desregular mais ainda a homeostase articular e aumentar o estresse de certas estruturas. Uma melhor compreensão desses exercícios poderá auxiliar na prática clínica, sobretudo na implementação de exercícios com enfoque na reabilitação e/ou prevenção.
⏺️O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em alguns exercícios de suporte de peso em adultos saudáveis.
⏺️O estudo detalha as forças de contato e de cisalhamento (TM, TL e PF) em cada exercício e entre os compartimentos (TM e TL). Não há como descrever todos os resultados aqui (VER ARTIGO E VÍDEO, LINK NA BIO). Contudo, a imagem acima (infográfico) resume um pouco o propósito do artigo. ❌Aplicação: Se você detecta no exame de ressonância magnética uma área específica de lesão condral (ex: compartimento lateral, zona posterior) você poderia evitar alguns exercícios (nesse primeiro momento), como saltos unipodais, agachamento (ângulos ~ 90°) e o lunge lateral, uma vez que geraria maior força de contato naquela região. Muito provavelmente essas forças de contato modificarão em sujeitos com lesão do LCA ou OA de joelho, por exemplo, o que traz a necessidade de mais estudos. Contudo, já serve como um guia, até para a progressão de exercícios, conforme o compartimento a ser protegido.

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