Taxas de retorno ao esporte após a lesão do LCA independe da cirurgia

DOI : 10.1136/bjsports-2013-092642
IG LINK: @physioupdate

▶️Estudos prévios mostraram que não existem diferenças para as variáveis de função auto-reportada e taxa de retorno ao esporte, ao comparar os grupos exercícios (tratamento conservador), exercícios+cirurgia precoce e exercícios+cirurgia tardia, após 2 e 5 anos de follow-up em atletas que realizavam atividades competitivas, como vôlei e basquete (Frobell et al., 2010, 2013) - Infográfico acima (by @physioupdatee).
▶️É difícil conscientizar o atleta quando existe a ansiedade de participação esportiva. Além disso, ir contra o mercado de cirurgias ainda é um grande desafio. O que se preconiza, pelos grandes estudiosos da área da Fisioterapia, é tentar inicialmente o tratamento conversador (4-6 meses) e, só assim, tomar a decisão. O tratamento conservador (a base de exercícios) poderá auxiliar na reorganização intra-articular, uma vez que o trauma/lesão/cirurgia gera o desequilíbrio metabólico (fatores inflamatórios de degeneração articular) que acelera o metabolismo e contribui para futuros casos de osteoartrite do joelho (Hunter et al.,2014, 2015). Além disso, o procedimento cirúrgico precoce pode interferir não só no processo de cicatrização do enxerto, mas também nos resultados a longo prazo (Wen & Lohmander 2014).
📣Por isso, evitar a cirurgia nos primeiros meses após a lesão do LCA é tão importante (tentativa de reequilíbrio articular e tomada de decisões). Nosso papel (como Fisioterapeuta) é concientizar em relação as opções de tratamento (90% sabemos que é cirúrgico, é difícil ir contra...). Mas a decisão (na grande maioria das vezes) será do paciente/atleta. Identificar o objetivo da reabilitação (e do atleta) é fundamental! Nem sempre a cirurgia é necessária! 

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