Revisando o primeiro passo da "sequência de prevenção" de lesões esportiva

DOI : 10.1007/s40279-018-0953-x
IG LINK: @physioupdate

➡️Em postagem prévia (ver: "precisa-se + do que prescrição e educação dos atletas..."), foi demonstrado estratégias para melhorar a pesquisa na adesão dos atletas aos treinos preventivos. Na postagem, foi citado a sequencia de prevenção de lesões (destacado em verde na imagem acima), proposto inicialmente por Hlobil et al. (1987). O estudo acima (Bolling et al., 2018), buscou revisar a sequência proposta no modelo, explorando novas perspectivas, considerando a complexidade das lesões esportivas. Parece que, embora o modelo de lesões seja utilizado em estudos robustos, ainda existe um "gap" em relação a ciência e a prática clínica (o quanto conseguimos transladar e conectar ambas).
➡️Para favorecer a essa implementação, estudiosos acrescentaram dois passos a essa sequência de prevenção:
1) entender o contexto da implantação e 2) avaliar o processo de implementação. Por exemplo, um atleta de natação e de voleibol podem ter o mesmo problema no ombro (extensão, diagnóstico, prognóstico, etc), com base na perspectiva biomédica, porém, ambos os contextos serem diferentes, o que necessitaria de abordagens distintas. Sendo assim, o contexto do atleta deve ser considerado antes da implementação de qualquer solução (ou seja, como 1° passo no modelo proposto - ver sequência em laranja).
➡️A descrição do problema (com base em uma abordagem mais qualitativa), poderá fornecer uma visão mais abrangente do contexto da lesão. Assim, as intervenções poderão ser projetadas, implementadas e testadas no mundo real (visão pragmática), em vez de tentar replicar/transferir para o mundo real, programas personalizados, baseados em intervenções eficazes comprovadas cientificamente (as quais apresentam uma efetividade LIMITADA).
➡️Take home message:
1) Entenda inicialmente o contexto no qual o atleta está inserido; 
2) Propague essa informação para os passos seguintes, conectando os possíveis fatores envolvidos no contexto da lesão (avaliando de forma complexa e não reducionista -fatores isolados);
3) Seja resolutivo, criando intervenções preventivas, com base no que foi encontrado para sua população;
4) Avalie a implementação, sobretudo com base na adesão e manutenção das intervenções.

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