Principais fatores de risco para a dor patelofemoral

DOI: 10.1136/bjsports-2011-090369
IG LINK: @physioupdate

◾A revisão sistemática e metanálise acima buscou fornecer aos pesquisadores e clínicos uma síntese de evidências sobre variáveis preditivas para a dor patelofemoral (DFP), com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento de intervenções preventivas. Os autores citaram na introdução o modelo teórico proposto por  Van Mechelen et al. (1992) em relação a "sequência de prevenção de lesões" e exaltaram os primeiros dois passos do modelo: 1) "identificar o problema" (nesse caso, a DPF) e 2) estabelecer a etiologia e mecanismos envolvidos. Ou seja, possivelmente esse estudo poderá auxiliar na introdução de medidas preventivas para a DPF (passo 3 do modelo).
◾Como principais resultados, foi verificado que:
1) múltiplas variáveis (incluindo sexo, IMC e ângulo Q) não foram identificados como fatores de risco para uma futura DPF (fortes e moderadas evidências);
2) A fraqueza do quadríceps é um fator de risco para a futura DPF em militares (o mesmo não foi encontrado para fraqueza de músculos do quadril) - moderada evidência;
3) Maior força de abdução do quadril na linha de base prediz o desenvolvimento de uma futura DPF em adolescentes.
◾Contudo, podemos claramente observar no diagrama acima que grande parte das pesquisas realizadas até o momento em relação a DPF não considera as interações entre as diversas variáveis, mas sim relações de associações lineares, com base na visão reducionista. Sabemos que uma maior força de adução do quadril está associado à futura DPF em adolescentes. Mas não dá p/ identificar as relações não lineares na rede de determinantes. Por ex: será que baixo nível de atividade, interagindo com fatores psicossociais e com uma menor força de quadríceps não é um perfil de risco importante? E qual seria o perfil protetor, ou seja, aquele com características "fora" do risco? Ainda é necessário analisar e quantificar esses valores!
◾Os autores finalizaram com a seguinte mensagem:
"No geral, nossa compreensão do que contribui para o desenvolvimento da DPF é inadequada e requer mais exploração científica, embora a relação entre variáveis expostas e o risco da DPF seja, provavelmente, complexa e individual."
◾Precisamos avaliar!

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