Fatores psicossociais e retorno ao esporte após RLCA

DOI : 10.4085/1062-6050-313-16
IG LINK: @physioupdate

✔️Sabemos que a decisão de retornar ao esporte (RTS) após a RLCA é multifatorial e depende tanto de fatores físicos, como #fatorespsicossociais. Um estudo recente (Burlando et al., J. Athl Training, 2018) buscou determinar quais fatores psicossociais influenciavam na decisão de RTS após (no mínimo) 1 ano da #RLCA. De uma forma geral, foram reunidos os principais termos e significados relatados pelos atletas: 
1️⃣Hesitação e falta de confiança p/ concluir a atividade: redução da intensidade de jogo; > uso de joelheiras; atletas céticos em realizar alguns movimentos/tarefas. Aqueles que retornaram as atividades, essas limitações eram transitórias. 
2️⃣Hiperconscientização após RLCA - "utilizar joelheira me fez pensar mais na lesão durante a atividade...me fez lembrar sentimentos intensos..". Autoconsciência no uso de órteses e ansiedade comprometeram a decisão de RTS.
3️⃣Expectativas em relação ao "próximo passo" -Baixa expectativa, hesitações, mudanças de objetivos, falta de confiança afetaram o RTS. Alguns tinham consciência que queriam retornar. Outros ,a lesão era fator limitante "lá se vai meu futebol, porque você sabe... estou envelhecendo".
4️⃣Mudanças nas prioridades de vida/carreira também influenciaram no RTS.Cinco dos 6 atletas que não retornaram, fizeram isso porque mudaram as prioridades (educação/carreira/família). Não ser atleta profissional, foi um dos pontos p/ não RTS.
5️⃣Características pessoais intrínsecas, identidade atlética, personalidade competitiva e auto-motivação foram pontos positivos. N ser capaz de jogar (ainda) foi motivador para o RTS. A #reabilitação foi um incentivo diário para quem retornou ou não ao esporte. 
6️⃣Forte sistema de apoio (interno e externo) facilitou p/ que os atletas se sentissem mais confiantes p/ RTS (para quem retornou ou não).Isso inclui equipe, família, #FISIO, etc. Não ter isso, favoreceu ao não retorno.
❎É desafiante entender as influências desses fatores no processo de reabilitação e RTS. Por isso, é necessário avaliar a complexidade do atleta.Conforme a abordagem, poderemos alterar conceitos pré-definidos, reduzir pensamentos cinesiofóbicos e desmistificar tendências auto-limitantes.

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