Carga de treinamento durante as fases de reabilitação e retorno ao esporte e sua relação com o surgimento de novas lesões

DOI : 10.1136/bjsports-2015-095445
IG LINK: @physioupdate

🔄Estudo super interessante compartilhado pelo @ylmsportscience em relação a carga de treinamento durante as fases de reabilitação e retorno ao esporte e sua relação com o surgimento de novas lesões.
➡️De acordo com os autores Blanch e Gabbet, um aspecto que não vem sendo inserido nos modelos de decisão de retorno ao esporte (como os 3 passos de decisão proposto por Matheson et al 2011) é o MONITORAMENTO DA CARGA DE TREINAMENTO do atleta ao longo do retorno ao esporte.
❎Os autores encontraram uma forte relação preditiva entre a PROBABILIDADE DE LESÃO e a RAZÃO ENTRE A CARGA AGUDA E CRÔNICA de treinamento (53%). Para o estudo, CARGA AGUDA referiu-se aquela realizada na mesma semana e CARGA CRÔNICA uma média de carga das últimas 4 semanas.
❎O mais interessante (imagem do estudo compartilhada pelo @ylmsportscience): se um atleta retorna ao esporte e obteve 100% de carga aguda na semana (acute workload - eixo horizontal), PORÉM, nas últimas quatro semanas (carga crônica - cronic workload - eixo vertical), obteve média de carga de 40%............. RESULTADO: o atleta teve a probabilidade de sofrer uma nova lesão na semana seguinte em 28%. Olhando a imagem, fica fácil de fazer outras relações, com base na carga de treinamento aguda e crônica.
❌O último gráfico demonstra os picos de carga de treinamento (corrida) e a presença de lesão na semana seguinte. No estudo, os autores citam as razões de carga aguda:crônica, considerando picos de carga quando o atleta executa com uma razão >1,5, ou seja, a carga aguda naquela semana foi 1,5 (quase o dobro) mais alta do que a carga crônica que ele estava executando nas últimas 4 semanas.
Resultado: lesão na semana seguinte!! ✔️Sendo assim, fica evidente a importância de controlar a carga de treinamento durante o período de reabilitação e retorno ao esporte. E isso pode ser obtido de várias formas como, escala de Borg modificada, testes específicos prévios, GPS, quantidade de saltos por meio de filmagens, dentre outros. 

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