A reconstrução é a melhor estratégia de conduta para a ruptura do LCA ?

DOI: 10.1016/j.knee.2013.10.009
IG LINK: @physioupdate

➡️Os achados da revisão sistemática acima (Smith et al., 2014) indicaram que, embora a reconstrução do LCA (RLCA) ofereça maior estabilidade tibiofemoral, ainda há evidências limitadas para sugerir a superioridade de um tratamento em relação ao outro. Em termos de qualidade metodológica, existem apenas estudos retrospectivos de caso-controle e apenas um estudo controlado e randomizado. Portanto, os resultados devem ser interpretados com cautela até que uma base robusta de evidências seja desenvolvida.
➡️Outro estudo mais recente (Wellsandt et al., 2018) analisou 105 participantes, com média de idade de 34 anos*. Todos os pacientes praticavam atividades nível 1 (ex: basq., futb.) e 2 (ex: tênis, esqui). De uma forma geral, não houve diferenças para a maior parte das variáveis analisadas, concordando com a revisão sistemática previamente citada.
➡️O legal de se ter esses achados é “cutucar" o mercado cirúrgico, já que por muito tempo a RLCA sempre foi a primeira opção, sem segunda alternativa. Isso é bom, porque temos outra possibilidade de tratamento para o paciente.Só que antes, precisamos entender o “perfil” daqueles que poderão ser beneficiados com o tratamento conservador.
➡️Moknses e Risberg (2009) e Grindem et al. (2014) verificaram que, pacientes mais jovens/adolescentes com maior nível de atividade pré-lesão (giros, saltos, mudança de direção) são mais prováveis de retornar às atividades no mesmo nível COM a RLCA. Grindem et al. (2018) encontraram que o perfil “sexo feminino, idade mais ‘avançada’ (média de 32 anos*) e boa função (simetria no single hop e função auto reportada)” apresentou boas chances de êxito com o tratamento conservador, dois anos após a lesão.Também, aqueles com mais de 50 anos* de idade, que não estão ativos, devem preferir a reabilitação não-cirurgica. Por fim, na presença de instabilidade articular e/ou déficits funcionais, mesmo após tentar o tratamento conservador, recomenda-se a intervenção cirúrgica.
🤔No geral, queremos considerar a opção não-cirúrgica, mas ainda é complexo, sobretudo porque não temos fortes recomendações. Expertise profissional e preferências do paciente tb poderão auxiliar nessas decisões..

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